Eurípedes foi um importante poeta da
Grécia Antiga. Nasceu em 485 a.C. na ilha grega de Salamina
perto de Atenas, e morreu em 406 a.C. na cidade de Pela
(Macedônia).
Escreveu cerca de 95 peças, Ele foi autor
do maior número de peças trágicas da Grécia que chegaram até
nós: dezoito no total .Embora premiado poucas vezes (cinco)
nos concursos trágicos
de Atenas (Dionísias
Urbanas,
Lenéias), no
final do século V a.C., desfrutou
de grande popularidade nos séculos subseqüentes,é atualmente muito
mais popular que Ésquilo ou
Sófocles. Os recursos
dramáticos que utilizou em suas tragédias, notadamente
as posteriores a 420
a.C., influenciaram diversos
gêneros dramáticos posteriores, entre eles a "Comédia Nova", o
drama (e também o
melodrama) e a
novela.
Apresentou as suas primeiras
tragédias na
Grande Dionisíaca de 445
a.C., mas só venceu a primeira
competição em 441
a.C.
A atracção moderna por Eurípedes vem
sobretudo da sua atitude perante a vida que é muito mais semelhante
à atitude dos dias de hoje, do que a dos seus contemporâneos tanto
que o enredo de suas tragédias foram muitas vezes aproveitadas por
dramaturmos modesnos..
As suas peças não são acerca dos
deuses ou a
realeza, mas
sobre pessoas reais. Colocou
em cena camponeses ao lado
de príncipes e deu igual
peso aos seus sentimentos. Mostrou-nos a realidade da
guerra, criticou
a religião, falou
dos excluídos da
sociedade: as
mulheres, os
escravos e os
velhos.
Em termos dramatúrgicos Eurípedes
adicionou o Prólogo à
peça, no qual "situa a
cena" (apresenta o que se vai passar). Sócrates colocava-o acima de
todos os outros dramaturgos e jamais ia ao teatro senão quando
Eurípides tinha uma de suas peças encenadas. Sófocles respeitava
seu colega-dramaturgo, ainda que não aprovasse seu realismo.
As peças de Eurípedes estão pejadas do
realismo mais pungente,
como a cena anti-guerra de
As Troianas, na
qual uma avó chora pelo facto de
ter sobrevivido à filha e ao
neto.
Ao longo da sua vida, foi considerado quase
um marginal e foi
frequentemente satirizado nas
comédias de
Aristófanes.
A estória de Eurípides é a de um homem que
estava fora de sintonia com a maioria. Era um livre-pensador,
humanitário e pacifista num período que se tornou cada vez mais
intolerante e enlouquecido pela guerra. Esteve estreitamente ligado à religião que mais tarde
questionaria com tão ingrata perseverança. Foi um dos muitos
livres-pensadores da Europa, criados numa atmosfera
religiosa. Talvez uma certa ligação
com religião seja sempre pré-requisito para o agnosticismo ativo,
sobretudo, permaneceu suscetível aos valores estéticos da adoração
religiosa até o fim. No final da vida,
talvez desiludido com a natureza humana, viveu recluso rodeado
de livros . . Dizia-se de
Eurípides que passava dias inteiros sentado, a meditar, desprezava
o lugar comum e era melancólico, reservado e
insociável.
Seu fascínio como dramaturgo estava nesse
dualismo entre o pensamento e a fantasia, entre emoção e a
razão.
( Junção de textos retirados da internete)
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